capítulo 01
liberdade
A um certo Galba, o censuraram a ociosidade em que vivia
ano a ano; ao que respondeu: "é necessário prestar contas dos atos e não do repouso". E eu, seguindo a mesma trajetória (de erro) não diria que só é necesssario prestar contas dos atos... mas levando em conta de que nenhum de nós seria aprovado na mesa tribuna, se for verdade o que está escrito na Bíblia: "Não há um justo se quer, nem um." Alguém ousaria enfrentar a severidade dessa justiça? Com os melhores atos que fossem, por mais justos que fossem, francamente estaríamos todos perdidos.
A verdade é que o homem sempre teve receios de seus próprios atos. Sempre buscou fazer aquilo que tivesse certeza de aprovação;
Dificilmente tentaria algo a esmo. E isso não é novo. Nunca direi que o homem já usufruiu plena liberdade, ou seja, que já esteve em liberdade. No éden isso é visível. Aliás, liberdade, livre-arbítrio e cognomes parecidos, apesar de confusos suas aplicações, sempre foram temas atuais em qualquer época, e sempre será. Há um poema que diz: "de que adianta a terra ou a água, o dinheiro ou a vida, se a liberdade é perdida?"(*)! Notamos que há todo um leque de especulações e opiniões quando o assunto é liberdade.
Olhando para o poema acima concluímos:


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